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PLANAD 2026–2030: proteção da pessoa ou gestão do uso?

A política sobre drogas é um dos temas mais complexos e sensíveis da sociedade contemporânea. Suas decisões impactam diretamente a vida de milhões de pessoas, famílias, comunidades e profissionais que atuam diariamente na prevenção, no acolhimento, no tratamento e na recuperação de pessoas afetadas pelo uso de álcool e outras drogas.

Recentemente, foi aprovado o novo Plano Nacional de Políticas sobre Drogas (PLANAD 2026–2030), documento que orientará as ações do poder público brasileiro nos próximos anos. Embora apresentado como resultado de um amplo processo de participação social, o plano tem despertado importantes reflexões e preocupações entre organizações, especialistas e entidades que atuam na área da dependência química e da promoção da saúde.

O debate central gira em torno de uma questão fundamental: a política pública sobre drogas deve ter como foco principal a proteção da pessoa, por meio da prevenção, do tratamento, do acolhimento, da recuperação e da reinserção social, ou deve concentrar seus esforços na gestão dos riscos associados ao uso de substâncias? Essa não é apenas uma discussão técnica ou administrativa. Trata-se de uma escolha que influencia a forma como o Estado, a sociedade e as famílias responderão ao sofrimento causado pela dependência química e pelos impactos do consumo de drogas.

No artigo a seguir, Rolf Hartmann, presidente da Cruz Azul no Brasil, apresenta uma análise detalhada do novo PLANAD à luz da legislação brasileira, das contribuições recebidas durante as consultas públicas e das evidências científicas internacionais. O texto examina os possíveis efeitos das diretrizes propostas, especialmente no que diz respeito ao espaço destinado à prevenção, ao acolhimento, às comunidades terapêuticas, aos grupos de apoio e mútua ajuda, à recuperação e à reinserção social.

Mais do que uma análise técnica, o artigo convida à reflexão sobre qual legado queremos construir para as próximas gerações e qual deve ser o verdadeiro centro das políticas públicas sobre drogas: a substância ou a pessoa.

Leia a análise completa e aprofunde-se nesse debate essencial para o futuro da prevenção, do cuidado e da proteção da vida em nosso país.

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